quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vestígios nômades: relatos de um teólogo imigrante





Uma coisa que eu não sabia era que a grande viagem tem data para começar mas não termina nunca. Isso porque a alma fica viciada em travessias, enfeitiçada por deslocamentos. O transitar se impregna no corpo de tal forma que até um pequeno trajeto numa cidade familiar pode ganhar contornos de odisséias. O doméstico torna-se selvagem porque o instinto da viagem aflorou permanentemente. Aí os olhos estranham o familiar e os demais instintos se aguçam até diante do conhecido.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ciclo de palestras Educação para o Século XXI

As palestras são dirigidas a pais de alunos e profissionais da educação.

Palestra 1: "Educar para a felicidade: pais e educadores orientados, filhos e alunos felizes".

Palestra 2: "Sobre predadores e homens: que escola queremos, que sociedade desejamos?".

Palestra 3: "Corações de poetas, cérebros de gênios: uma educação amorosa e criativa".


Ciclo de palestras que visa refletir com pais e educadores sobre os alunos, os filhos, a escola, e a sociedade que queremos. Porque ser adulto é querer, e transformar esses desejos em realidade. E mais, como adultos e educadores, devemos propor ritos de passagem, propostas significativas para aqueles que serão os adultos da próxima geração. E esse é o papel fundamental de pais e professores: promover ética e o conhecimento.















Professor Doutor Mesac Roberto Silveira Jr.
Arte Educador, Diretor teatral, Mestre e Doutor em Cultura, Organização e Educação pela Universidade de São Paulo.
Coordenador e professor do Grupo de Pesquisa Atopos/soundscape da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.
Orientador técnico pedagógico da Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo.
E..., andarilho por vocação.

Artigos e textos: http://mesacsilveira.wordpress.com/

email: mesacjr@gmail.com
tel: (011) 9539 6626

CURRÍCULO COMPLETO
http://lattes.cnpq.br/6030819833159099

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Projetos Notívagas São Paulo e miGre Marrocos













































“Quem chegou, ainda que apenas em certa medida, à liberdade da razão, não pode sentir-se sobre a Terra senão como um andarilho – embora não como um viajante em direção a um alvo último: pois este não há. Mas bem que ele quer ver e ter os olhos abertos para tudo o que propriamente se passa no mundo; por isso não pode prender seu coração com demasiada firmeza a nada de singular; tem de haver nele próprio algo de errante, que encontra sua alegria na mudança e na transitoriedade. Sem dúvida sobrevêm a um tal homem noites más, em que ele está cansado e encontra fechada a porta da cidade que deveria oferecer-lhe pousada; talvez, além disso, como no Oriente, o deserto chegue até a porta, os animais de presa uivem ora mais longe, ora mais perto, um vento forte se levante, ladrões lhe levem embora seus animais de tiro. É então que cai para ele a noite pavorosa, como um segundo deserto sobre o deserto, e seu coração se cansa de andança. Se então surge para ele o sol da manhã, incandescente como uma divindade da ira, se a cidade se abre, ele vê, nos rostos dos que aqui moram, talvez ainda mais deserto, sujeira, engano, insegurança, do que fora das portas – e o dia é quase pior que a noite. Bem pode acontecer que isso aconteça às vezes ao andarilho; mas então vêm, como recompensa, as deliciosas manhãs de outras regiões e dias…”
(Friedrich Nietzsche O Andarilho)